Carta Aberta UAlg.
Carta Aberta à Reitoria da Universidade do Algarve apoiando a campanha «O Futuro Começa no Prato» pela progressiva transição para um campus alimentar sustentável.
Carta Aberta à Reitoria da Universidade do Algarve
Pelo Sucesso da Campanha «O Futuro Começa no Prato» e Pela Progressiva Transição para um Campus Sustentável e Livre de Sofrimento Animal
Exma. Senhora Reitora da Universidade do Algarve, Prof.ª Doutora Alexandra Teodósio,
Exmos. Membros da Equipa Reitoral e dos Serviços de Ação Social (SASUAlg),
As organizações não-governamentais de defesa do ambiente, dos direitos dos animais e da saúde pública abaixo identificadas, em conjunto com cidadãos e membros da comunidade académica que a esta causa se associam, manifestam o seu mais profundo louvor e apoio institucional à campanha «O Futuro Começa no Prato», comunicada no primeiro semestre de 2026.
A decisão estratégica de promover a redução do consumo de carne, inclusive eliminando totalmente a carne de vaca não local, da oferta alimentar de todas as cantinas e bares da Universidade do Algarve (UAlg) no próximo ano letivo, constitui um marco de coragem e responsabilidade climática, que nos alimenta a esperança de um futuro mais justo e sustentável.
Os Três Pilares da Mudança
O IPCC alerta que é necessário reduzir o consumo de carne vermelha em cerca de 90% para evitar um colapso climático catastrófico e que ao fazê-lo também mais pessoas poderão ser alimentadas com um menor uso da terra. [Fonte]
A OMS classificou as carnes vermelhas e processadas como potenciais carcinogéneos e fatores de risco para doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2. [Fontes]
Os animais não-humanos são seres sencientes, capazes de experienciar dor, sofrimento e bem-estar. No séc. XXI, a manutenção de sistemas de exploração animal intensiva na esfera pública torna-se indefensável.
Exemplos de Referência
O futuro da alimentação é vegetal
Ao assumir este compromisso em 2026, a Universidade do Algarve consolida-se como uma das raras instituições de ensino superior portuguesas verdadeiramente alinhadas com as metas climáticas globais e com os novos padrões morais do respeito animal.
Desejamos que esta ação inspire outras organizações e cidadãos e que a UAlg continue, de forma progressiva, a implementar soluções para reduzir os produtos de origem animal do menu, direcionando os recursos para uma oferta alimentar tendencialmente de base vegetal.