Estudos e Conclusões

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O estudo publicado na Nature Food examina o impacto ambiental de diferentes dietas no Reino Unido, incluindo veganos, vegetarianos, consumidores de peixe e de carne. Utilizando dados de 55.504 pessoas e avaliando indicadores ambientais como emissões de gases de efeito estufa, uso de terra e água, risco de eutrofização e perda potencial de biodiversidade. O estudo revela que todas as dietas baseadas em produtos animais têm impactos ambientais significativamente maiores. Especificamente, dietas veganas apresentam um impacto muito menor em todos os indicadores quando comparadas a dietas ricas em carne. Esta pesquisa reforça a necessidade de reduzir o consumo de produtos de origem animal para mitigar impactos ambientais.

Este estudo investigou o impacto ambiental total de duas dietas à base de plantas: a dieta Mediterrânea e a dieta Vegana, seguindo as recomendações nutricionais italianas relevantes. Ambas as dietas partilham a mesma taxa de macronutrientes e cobrem todas as recomendações nutricionais. Os cálculos foram feitos com base numa dieta teórica de uma semana com 2000 kcal/dia.
A principal conclusão do estudo é que a dieta Vegana apresenta cerca de 44% menos impacto ambiental total em comparação com a dieta Mediterrânica, apesar de o conteúdo de produtos animais na última ser baixo (com 10,6% das calorias totais da dieta). Este resultado apoia claramente a ideia de que o consumo de carne e laticínios desempenha um papel crítico, acima de tudo, em termos de danos à saúde humana e aos ecossistemas. O estudo apoia a tese de que mesmo um conteúdo mínimo a moderado de alimentos de origem animal tem um impacto consistente na pegada ambiental de uma dieta, e a sua redução pode proporcionar benefícios ecológicos significativos.
Fonte: International Journal Environmental Research and Public Health (2023)
Environmental Impact of Two Plant-Based, Isocaloric and Isoproteic Diets: The Vegan Diet vs. the Mediterranean Diet

Enquanto que no mundo, em média, o gasto de água por pessoa, ronda os 110 litros por dia, em Portugal, cada habitante gasta acim de 180 litros de água em atividades como tomar duche, lavar os dentes ou cozinhar.
Fonte: Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) (2023)
Relatório Anual dos Serviços de Águas e Resíduos em Portugal

Uma revisão de 2021 focada na avaliação do ciclo de vida ambiental de diferentes tipos de dieta (omnívora, vegetariana e vegana) confirmou que, em comparação com as dietas omnívoras, as dietas veganas reduzem os impactos no uso da terra em 50–86%, no uso da água em 22–70% e nas emissões de gases de efeito estufa em 21–70%. Além disso, a inclusão de substitutos de carne à base de plantas processados, como hambúrgueres Beyond e Impossible, não diminui esses benefícios ambientais, indicando uma vantagem robusta dessas dietas em termos de sustentabilidade.

Este estudo conclui que a alimentação vegetariana pode ter um papel preventivo no desenvolvimento de cancro no intestino. A pesquisa destaca que dietas ricas em carne vermelha e processada podem estar associadas ao aumento do risco desta doença, devido à produção de compostos genotóxicos e alterações na microbiota intestinal. Em contraste, dietas vegetarianas, ricas em fitoquímicos, antioxidantes e anti-inflamatórios, podem contribuir para a manutenção de uma microbiota intestinal saudável e prevenção deste tipo de cancro.

Os resultados encontrados no presente estudo demonstram que, uma dieta com pouco ou nenhuma quantidade de alimentos de origem animal, estão relacionadas com a redução de doenças cardiovasculares, obesidade, cancro, diabetes, alzheimer, disbiose, colite ulcerativa, síndrome metabólica e dislipidemias. Isto é explicado pelo fato de que a dieta vegetariana tem um baixo teor de gordura, além de possuir uma maior quantidade de fibras, controlando a glicemia e os níveis de colesterol, prevenindo doenças intestinais. Também por ser uma dieta que dependendo da ingestão alimentar pode favorecer ao indivíduo um aporte de diversos nutrientes que melhora o estado integral da sua saúde.

A principal conclusão do estudo é que dietas com maior consumo de alimentos vegetais e menor consumo de alimentos de origem animal estão associadas a um menor risco de morbidade e mortalidade cardiovascular em uma população geral. A adesão a uma dieta vegetal saudável (com alto consumo de alimentos vegetais saudáveis) foi particularmente associada a uma redução significativa na mortalidade por doenças cardiovasculares e mortalidade geral. Não foram observadas associações positivas com dietas vegetais menos saudáveis (com alto consumo de alimentos vegetais menos saudáveis).

Neste estudo, Mekonnen e Hoekstra calculam que o consumo médio global de água para a produção de 1 kg de carne bovina é de 15.415 litros. Este estudo faz uma análise detalhada das diferentes componentes da pegada hídrica (verde, azul e cinza) em várias regiões do mundo. O estudo indica ainda que a pegada hídrica para a carne de porco é de aproximadamente 6.000 litros de água por quilograma, enquanto para o frango é de cerca de 4.300 litros de água por quilograma.